Sem TI não existe NEGÓCIO!!!

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Será que a afirmativa do título é correta?

Para o nosso bem, eu sinceramente acredito que sim, e espero que você que está lendo esse texto também pense dessa mesma forma.

Mas em alguns casos, é muito difícil sustentar essa tese. O problema é que ainda hoje, temos em nosso meio, muitos profissionais da “área de tecnologia“, ou simplesmente nomeados como profissionais de TI, com mentalidade de apertador de parafuso e escovador de bytes, igual éramos nos anos 80/90 (sou dessa geração e digo com propriedade a respeito desse tema), e é por isso que em muitas Empresas, principalmente nas menores ou nas Empresas Familiares, TI é vista como algo secundário.

Nós não somos secundários. Repito: sem TI não existe negócio!

A verdade é que TODOS OS DEPARTAMENTOS são de apoio. TODOS, SEM EXCEÇÃO

Mas para que isso se torne verdade, é necessário que você passe a acreditar realmente nestas palavras, e quando o fizer, olhará para o mundo com novos olhos e verá que o mundo lhe enxergará de outro modo e com o devido respeito.

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Os departamentos (todos eles – incluindo o de TI) são, na verdade, unidades de apoio ao negócio e juntos formam o CORE. O core da empresa não é produzir, não é vender. O core não é um departamento, não senhor, o CORE é GERAR UM MEGA LUCRO LÍQUIDO, que deixará os acionistas sorrindo ao receberem os gordos dividendos. Ficarão tão felizes, quanto crianças de frente a um brinquedo novo.

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Claro que CORE não é somente isso, existem necessidades e uma delas é a de entregar um produto ou serviço de extrema qualidade para seus Clientes. Uma outra necessidade é a de não esquecer de manter os colaboradores engajados na missão. Tudo isso junto é CORE.

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Mas se TI é igual aos demais departamentos dentro de uma Organização ou Empresa, então por que muitos ainda negam a vital importância de TI para uma Companhia?

Se você não consegue responder a essa pergunta com suas próprias críticas e experiências, eu vou arriscar a lhe apresentar o que eu penso sobre isso:

Eu acredito que é por que os próprios profissionais de TI acreditam nisso. Nós somos os culpados. É nossa culpa aceitar que somos “apenas staff do staff”, “apenas apoio aos departamentos que realmente apoiam o negócio”. Por que não valorizamos o que realmente somos?

Nas redes sociais só há publicações de muita “crise existencial” do povo de TI. Muitos debates sobre: “Como a TI não é reconhecida”, “ninguém dá valor pra TI” e todos os choros e lamentações que dariam, sem dúvida, para escrever uma triste e dramática novela Mexicana.

Mas eu não vejo isso como “crise existencial”, e sim o fato de que em muitas Empresas e Organizações o profissional de TI é visto meramente como um “micreiro” ou “helpdesk”, seja você um Analista SR de Processos, de Projetos, Desenvolvedor ou qualquer outra posição que esteja relacionada diretamente a TI.

Veja esse exemplo que descreverei logo abaixo, que serve justamente para ilustrar essa minha afirmação:

Isso é fato. Não é a minha intensão desmerecer ou menosprezar quaisquer das profissões citadas, afinal eu e muitos outros profissionais aqui com certeza já as exerceram no início de nossa carreira. O ponto que eu quero chegar é: o reconhecimento dentro das organizações não é o mesmo em muitos casos.

Em minha jornada, já tive a oportunidade de trabalhar em empresas de diversos tamanhos e áreas de atuação. Em uma delas, havia um departamento de marketing – estou citando esse departamento pois o turnover era muito elevado. Segundo as normas internas da Empresa, para se chegar a gerente de marketing, bastava o profissional ter sido um bom analista de marketing. E zás, do dia pra noite ele poderia virar gerente, como em um passe de mágicas.

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Já na nossa área era totalmente o oposto. OBRIGATORIAMENTE, o primeiro passo seria conseguir uma vaga de estagiário (super-concorrida, diga-se de passagem), virar JR, PL, SR, apresentar habilidades de gestão de equipes, ser bem entrosado com seus pares, ter noções de projetos, aí ele chega a coordenador e se ele se esforçar muito, mas muito mesmo, chega a gerente.

É OBRIGATÓRIA a passagem por todos os degraus, mesmo sendo você uma funcionário TOP, acima da média, dono de uma habilidade incrível, tenha os skills necessários para o cargo já desenvolvido, bla, bla, bla. 

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Em momento algum estou dizendo que para alcançar um cargo acima, você obrigatoriamente tem que passar por todos os demais abaixo, é algo ruim, pelo contrário, mas o modo como acontecia isso estava na cara que o tratamento era diferenciado.

Eu sei que em muitas Empresas, existe um tipo de “regra oculta” que diz assim:  

“Profissional de TI não pode ascender na hierarquia”.

Isso tanto é verdade, que em muitas Empresas nem a figura do Gerente de TI existe. Ainda não entendo o “medo” por traz disso tudo, só sei que isso é muito prejudicial. 

Eu também sei, que a Figura do Diretor exclusivo de TI faz toda a diferença, nessa época que eu estou retratando nesse exemplo, eu respondia diretamente ao Diretor Financeiro. Logo, politicamente éramos desprovidos de poder para o departamento e quando eu levava algum assunto para a Diretoria, poucas eram as vezes onde existia compreensão real em tudo que era dito, e assim foi por muito tempo, anos na verdade, e o departamento de TI era “pisado” literalmente pelas demais áreas. 

Teorias a parte, sem poder político dentro de uma organização não tem jeito. 

Em quase que 100% dos casos, TI não é CORE de uma Empresa, e possivelmente nunca vai ser. Não somos menos importantes que as outras áreas, mas é preciso saber que somos APOIO.

Mas você quer ver algo interessante?

Experimente tirar do ar o ERP da Empresa, veja o que acontece.

Se você tirar o ERP do ar, não são emitidas as notas fiscais,  por consequência não são entregues as mercadorias aos clientes que por sua vez vai gerar uma fila GIGANTESCA de caminhoneiros enfurecidos na portaria aguardando trabalho.

Agora esqueça o ERP e se concentre no BI e no CRM. A maioria das Empresas hoje estão utilizando BI ou CRM ou ambos de alguma forma. Vamos tirar agora o BI e o CRM do ar.

Se o BI e o CRM saem do ar, o pessoal de vendas não consegue pagar as comissões porque não conseguem saber se os vendedores bateram as metas, não conseguem identificar em quais clientes tivemos problemas, em quais as vendas aumentaram, em quais precisam realizar um followup.

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Agora vamos nos concentrar nos dispositivos móveis, nos sistemas integrados e nas VPNs. Ninguém lembra que eles existem, até o momento que algum deles parem de funcionar.

Se o celular ou tablet que o time de campo usa para tirar pedidos parassem de se comunicar com a rede interna ou com uma extranet, os pedidos não entram na empresa que, por sua vez, farão com que a fábrica pare porque não terão o que produzir e assim haverá uma derrubada de toda a cadeia.

Se o sistema de forecast para de funcionar, como o departamento de compras irá saber, por exemplo, de quantas toneladas de CEVADA precisam comprar para produzirem cervejas para o próximo trimestre?

Agora falando sobre infraestrutura, imaginem se um dos seus servidores para de funcionar do nada e você não tem redundância ou o serviço de e-mail ficar fora do ar ou o acesso aos documentos e contratos na rede ficam inacessíveis. 

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E se a vídeo-conferência que o Diretor Comercial tinha agendado com aquele representante no outro lado do País ou do Mundo de repente não pode ser realizada, e se a telefonia para de funcionar deixando linhas e ramais inoperantes?

E você, o que pensa a respeito: SEM TI NÃO EXISTE NEGÓCIO?

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Wesley Costa

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Tenho mais de duas décadas de experiência em TI e terceirização de processos de negócios, projeto / construção / implementação de serviços compartilhados, gerenciamento de outsourcing, renegociações de contratos e planejamento e análise financeira. Também ofereci serviços práticos como um executivo de vendas, onde forneci suporte e liderança em vários negócios grandes e complexos para processos de TI e de negócios.

Carreira desenvolvida na área de Tecnologia da Informação e administração, com ampla experiência em gestão de pessoas, análise de impacto e riscos a nível nacional e internacional, gerenciamento de segurança de ambiente computacional, elaboração de cronogramas, padronização de processos e gerenciamento de projetos.


3 Comentários

Romulo Fantinel
1

Boa tarde!

Acredito sim, que não há negócio sem TI, assim como não há TI sem negócio. É uma via de mão dupla, um depende do outro afinal todos fazemos parte do apoio.

Parabenizo ao autor sobre este artigo, sinceramente um dos melhores que já li aqui no PTI.

Abraço.

Ricardo Sousa Palmeira
2

Acredito que sim, há negócio SEM TI, basta termos uma visão do passado, o negócio não passou a existir somente após a junção com a TI, mas concordo totalmente com você que a TI é APOIO, assim como outras áreas.

Diferentemente do pensamento “Não existe negócio sem TI”, meu pensamento pende muito mais para: A TI auxilia a alavancar o negócio já existente e a criar novas oportunidades de negócio que sem ela jamais seria possível, ai sim essa parte do negócio não existiria sem a TI.

Parabéns pelo artigo, mostra uma visão que muitos não tem sobre a TI, simplesmente a deixando de lado pegando poeira, só sendo lembrada quando algo para de funcionar.

Abraços
Ricardo S. Palmeira

Alberto
3

Realmente a tecnologia ocasiona revoluções, muitas melhorias, muitas economias….. mas os profissionais da área não são valorizados.

Penso que, em parte, é porque não somos organizados. Não nos unimos que nem os bancários, ou que nem servidores públicos, que formam sindicatos fortíssimos e conseguem poder de barganha.

Outro problema que vejo é que as pessoas acessam sites, aplicativos, etc, e acham tudo muito simples. Então imaginam que o desenvolvimento e a implementação também é simples. Não têm noção da complexidade, de tudo que existe por trás da interface de usuário. Acham que o trabalho de TI é que nem “pastelaria”, fácil, previsível, só dar next, next, next…

E por último, acho q é o nosso perfil. Somos majoritariamente introvertidos, o que não ocorre por exemplo com advogados. Nos calamos quando insatisfeitos. Não brigamos pelos nossos direitos ou para sermos valorizados. Quanto a este ponto, infelizmente, não vejo muito o que fazer.

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