O que é governança de TI?



    Olá pessoal!

    Estive vasculhando alguns sites referentes a Governança de TI e encontrei um artigo, no qual transcrevo abaixo, bem interessante no itweb.

    O assunto Governança de TI estará cada vez mais em evidência, já que a TI é cada vez mais importante para o negócio das organizações, além disso, com a crise rondando, e empresas “maqueando” números, irá aumentar o número de corporações que terão que se adequar a normas nacionais e internacionais se quiserem continuar no mundo dos negócios.

    Leia o artigo abaixo.

    Esta é uma questão que muitos CIOs estão fazendo. Isto ocorre devido à diversidade de ferramentas e conceitos que são “despejados” no mercado, gerando dúvidas e definições incorretas sobre o tema.

    Os grandes equívocos que ocorrem freqüentemente são de definição, onde se conceitua a Governança de TI (GTI) como um painel de indicadores, ou como um processo de gestão de portfólio dos projetos estratégicos.

    Existem algumas frentes defensoras do conceito de que com a implementação de alguns processos baseados em apenas uma das melhores práticas (como Balanced Scoredcards (BSC), CobiT, ou ITIL) por si só, garantem a Governança, entretanto este conceito está incorreto.

    A premissa mais importante da Governança de TI é o alinhamento entre as diretrizes e objetivos estratégicas da organização com as ações de TI. A definição do ilustre professor da FGV Sr. João R. Peres demonstra este conceito de forma abrangente, atribuindo os papéis e as responsabilidades conforme abaixo:

    “Governança de TI é um conjunto de práticas, padrões e relacionamentos estruturados, assumidos por executivos, gestores, técnicos e usuários de TI de uma organização, com a finalidade de garantir controles efetivos, ampliar os processos de segurança, minimizar os riscos, ampliar o desempenho, otimizar a aplicação de recursos, reduzir os custos, suportar as melhores decisões e conseqüentemente alinhar TI aos negócios.”

    Está definição deixa clara a importância da Governança de TI em organizações que almejam atender a crescente demanda por aumento de qualidade de produtos e processos, a alta competitividade do mercado globalizado e a busca por menores custos e maiores lucros.

    Outra definição que se encaixa em Governança de TI é de considerá-la como “a Gestão da Gestão”, demonstrando seu papel principal que é de auxiliar o CIO (Governante de TI) a avaliar os rumos a serem tomados para o alcance dos objetivos da organização, onde um direcionamento errado pode levar a empresa ao fracasso em pouco tempo.

    Casos de sucesso de um programa de Governança aplicados a uma organização não dão a garantia do mesmo sucesso à outra. Estes casos são muito instrutivos e importantes para auxiliar nos caminhos da elaboração de um programa próprio.

    A implementação efetiva da Governança de TI só é possível com o desenvolvimento de um framework (modelo) organizacional específico. Para tanto, devem ser utilizadas, em conjunto, as melhores práticas existentes como o BSC, PMBok, CobiT, ITIL, CMMI e ISO 17.799, de onde devem ser extraídos os pontos que atinjam os objetivos do programa de Governança. Além disso, é imprescindível levar em conta os aspectos culturais e estruturais da empresa, devido à mudança dos paradigmas existentes.

    O grande desafio do Governante de TI é o de transformar os processos em “engrenagens” que funcionem de forma sincronizada a ponto de demonstrar que a TI não é apenas uma área de suporte ao negócio e sim parte fundamental da estratégia das organizações.

    O Autor
    Carlos Augusto da Costa Carvalho é formado em Processamento de Dados, com pós-graduação em Gestão de TI (FIAP) e MBA em Governança de TI (USP-IPT). Atua a mais de 14 anos na área de TI em diversos segmentos. Possui certificação em CobiT Foundation e ITIL Foundation, além de ter participado da Compliance Week Conference 2007 em Washington D.C.

    Atualmente é Compliance de uma das maiores instituições financeiras da América Latina, onde participou do projeto de estruturação e implementação de controles internos para atendimento a lei Sarbanes-Oxley, US-GAAP e BR-GAAP, bem como nos projetos de estruturação da área de Compliance.

    Atua também como professor universitário do curso de Sistemas de Informação da FAAC.

    Fonte: http://www.itweb.com.br/voce_informa/interna.asp?cod=180



      Certificado em ITILv2 Foundation, Cobit v4.1 Foundation, Linux Professional Institute (LPI) Nível 1 e IBM Tivoli Monitoring Deployment V6.2 Professional. É graduado em Sistemas de Informação pela Uniasselvi Blumenau e pós-graduando em Governança de TI pelo Senac Florianópolis, e atua como Administrador de Sistemas Tivoli e suporte Linux/UNIX na Senior Sistemas na área de Infra-Estrutura. Estudioso de assuntos referentes Gestão de Serviços de TI e Governança de TI e tecnologia em geral.

      13 Comentários

      Wander
      3

      Bom esta é uma área que pretendo seguir …
      já trabalho na área e consigo ver que a TI presta serviço
      aos processos de negócio da organização!!!

      Emerson Dorow
      4

      Olá Wander!
      A idéia é organizar as atividades de TI em processos, processos e serviços de TI suportam processos de negócio. A organização em processos visa uma melhor coordenação das atividades e o mais importante: medir, medir e medir.

      Gestão em TI é uma área vasta, vale a pela ir em frente.

      Abs,

      Emerson Dorow

      Geasi Felipe
      5

      Olá bom dia, curti o texto muito bom

      Só uma dica,

      Os link que estão no site ou comentários abre na mesma janela dificultando a navegação interna, ao inves de abrir na mesma janela coloca para abrir em uma nova janela,

      Texto

      Que acha ?

      nasser
      6

      Isso tudo é sempre TÃÃÃÃÃO bonito, mas na prática tudo vira gambiarra.

      Engenharia -> silver tape
      Tecnologia da Informação -> Go Horse Process
      Medicina -> “Isso é só uma virose”
      Política -> “Eu não sabia de nada”
      Psicologia -> “A solução pra tudo está dentro de você mesmo”
      Direito -> Habeas Corpus
      Futebol -> Cavar falta

      Marília
      7

      Como já falaram na teoria é tudo muito bonitinho!

      Mas infelizmente poucas empresas utilizam o gerenciamento de processos..
      a engenharia de software.. ou qualquer outro tipo de metodologia.

      São pouquíssimas que realmente usam e tem profissionais capacitados para tal ação.

      Sou adepta a engenharia de software e aplico na minha organização..
      Mas a realidade ainda está longe de utilizar MESMO governança de TI.

      Seu texto está muito bom.

      André Zaiats @ Governança de TI
      8

      Tenho que concordar em partes com nosso amigo nasser. No fundo a teoria é sempre mais bonita. É aquele vislumbre que temos ao ingressar em uma universidade e ouvir maravilhas dos professores, mas quando você começa a defender uma causa percebe que está dando “murro em ponta de faca”.

      Mas eu acredito que existam empresas competentes que estão conseguindo elaborar planos e estratégias realistas para as empresas. Vai muito do “ensinar a engatinhar” antes de querer “andar”.

      Abraços.

      Claudia Santos
      9

      Estou atuando na área de Governança de TI desde jan/2010 e sinto falta de trocar experiências com colegas que atuam na área. Vocês conhecem algum grupo, comunidade de Governança de TI?

      Texto é muito bom

      abraço

      jordon
      11

      TI é uma grande parte do negócio de cada país. Eu diria mais de 40% das pessoas são dependentes de TI computador, software e etc

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