Dominar o mundo: O sonho Google pela “Busca Perfeita”

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Como grande parte dos leitores desses artigos são profissionais de TI, de diversas áreas, algumas diretamente ligadas aos assuntos que abordo, outras nem tanto, quero trazer mais esse assunto para nossa discussão ou pura reflexão. Creio que podem perceber que procuro fugir da receita de bolo ou do tutorial e pretendo entregar um conteúdo no qual seja provocativo – se a intenção são dicas enumeradas, por favor – esse artigo não é para você.

Meu real objetivo é provocar a interação, a discussão e principalmente – a reflexão. Por isso me perdoem se o texto aparentar lacunas, essas lacunas são necessárias para que profissionais de peso possam se pronunciar e fazer de um simples artigo uma ótima discussão para o crescimento do grupo de profissionais de TI. Longe de mim querer sentar o martelo em qualquer área e ditar que é assim, e ponto final. Por isso certos vazios em alguns pontos do artigo – aproveite, esses são os momentos onde é possível refletir, chegar a uma conclusão e enriquecer esse conteúdo com o seu comentário profissional.

Vamos à reflexão

Certamente, grande parte de vocês possuem na lembrança a história Google e o sonho Google de dominar o mundo –  “A busca perfeita”, praticamente uma leitura do cérebro humano trazendo já nos 10 primeiros colocados os resultados exatos do desejo de quem usa a ferramenta. Talvez um sonho impossível, mas pelo que aparenta para eles o sonho ainda pode ser real (e deve).

O lançamento do Knowledge Graph, há um ano atrás, tornou-se o novo carro chefe para a ferramenta de busca do Google. Além da integração do Google+, na tentativa de valorizar a Ferramenta Social do Google, agora o KG vem para ser o protetor do domínio Google nas buscas e links patrocinados (sim, tudo o que o Google faz, de fato, interfere em SEO e SEM).

O desejo por refinar o que o usuário da ferramenta de busca do Google quis dizer está muito ligado ao que Eric Schmidt disse certa vez:

“Nós sabemos onde você está. Sabemos onde você esteve. Podemos mais ou menos saber o que você está pensando.”

O KG estava já em desenvolvimento por um bom tempo, certamente, mas com a tentativa do Bing em ganhar mais espaço no mercado das buscas trazendo a relação social para se fazer valer da força coletiva (quase um Google+), ou seja, – ”o que meus amigos querem pode ser o que eu também estou querendo…” – fez com que o Google desse o sinal verde para colocar em campo esta arma de ”dominação do mundo” – Knowledge Graph. (Esse parágrafo é totalmente uma abordagem purista na minha visão do modelo Google de competir no mercado).

O Bing na busca de integrar os relacionamentos e o Google de entregar exatamente o que você procura. Apesar de distintas as propostas, são duas apostas que regerão o futuro das buscas. Essa frase pode parecer sem nexo para quem não atua na área de Marketing Digital, porém, traz à tona uma reflexão de que novas alterações no nosso modelo de trabalho estão e estarão acontecendo constantemente.

Como sempre digo: O Google criou um enorme complexo de empresas dependentes dele, que o rodeiam tentando fazer negócios em prestação de serviços digitais, sendo assim, qualquer alteração – por menor que seja – impacta todo esse complexo, cria uma onda de mudanças no processo criativo e estratégico, coloca profissionais novamente atrás de pesquisa sobre cada detalhe dessas alterações – vide SEO – em constante busca pelo conhecimento da ferramenta.

Para quem, como eu, gosta de sair do comodismo e usar horas e horas do dia imaginando como poderá ser o futuro das buscas, as estratégias de Bing e Google são motivos para continuar buscando materiais para compreender o que vem pela frente e o que altera no nosso modelo de trabalho.

Por fim, gostaria de convidar você a comentar – profissionalmente – a sua percepção sobre o futuro das buscas.

Um forte abraço, sucesso a todos.

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Luiz Castro Junior

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Diretor da Alpis Consultoria.
Consultor Certificado 8 Ps - Marketing Digital, Planejamento Estratégico digital, Gestor de Projetos.


2 Comentários

Fernando RegoFernando Rego
1

Boa tarde. Antes de mais nada, parabéns pelo artigo. Eu gostaria de comentar que não vejo exatamente grandes mudanças (especialmente do ponto de vista do usuário), para as ferramentas de buscas. Vejo, sim, mudanças na maneira como estas empresas utilizam o chamado Big Data para interagir com os usuários.

Sim, o modelo de trabalho e as respostas oferecidas por eles continuarão crescendo. Durante um chope no fim de semana, vislumbrei uma nova tendência da publicidade, que imagino já estar ultrapassando a publicidade globalizada, universalizada, assim como a individual. Chamei de nichização.

Antes disso, acredito na evolução das ferramentas que já conhecemos. Ainda acho tímida a abordagem com base em algoritmos de busca. Os algoritmos evoluem, sua aplicação não. Prevejo prateleiras de supermercados com sensores que avisam à reposição de estoque que aquele produto precisa ser reposto. Prevejo painéis de LED informando ao usuário sobre características do produto e recomendando a visita ao corredor ao lado para compra do leite, além do achocolatado.

Tudo crível. Mas ainda em uso tímido.

Renato
2

O futuro das buscas, para mim será por voz em geral e cada vez mais rápido e próximo do que você deseja. Porque o titio sabe de tudo sobre o que nós queremos e mais ainda, ok!.

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