Por que não assisto programas como Masterchef

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Olá amigos do PTI,

Vou fugir um pouquinho dos temas Agile, Modelos Híbridos e Gerenciamento de Projetos e comentar um pouco sobre televisão.

Hoje em dia estamos diante de uma febre de programas de desafios de talentos profissionais como Aprendiz, Masterchef, programas de bolos e confeiteiros (cujos nomes fugiram da mente neste instante).

Imagem via Shutterstock

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A proposta destes programas é bem interessante pois exercita questões como pressão por resultados, psicologia, competição e trabalho em equipe .

“Mas Vitor, se você acha a proposta interessante por que você não assiste?”

Simples, a postura adotada pelos “jurados” corresponde a um estilo de liderança cada dia mais ultrapassado e que comprovadamente não gera resultados e nem motivação.

A pressão existe em qualquer ambiente corporativo, mas ela ainda é confundida com grosseria, humilhação, esculhambação e outros comportamentos que se caracterizam como assédio moral.

Os participantes do programa não são movidos a incentivo e a motivação, e sim a medo. Medo dos “jurados” ou “chefs” ridicularizarem suas entregas em plena rede nacional para milhões de espectadores. Quem aqui gostaria de ouvir um: “Você chama isso de comida?”.

“Mas Vitor, isso faz parte do show business!”

Sim, eu sei! Até acredito que os “jurados” encarnam personagens, fazem tipos apenas para garantir a audiência e não sejam líderes opressores na vida real. Mas o problema é que isto acaba servindo como exemplo para continuidade de líderes que se impõem na base do medo, na base do “tapa e grito” na mesa, da humilhação! Ou seja, é um péssimo exemplo em tempos nos quais falamos sobre liderança servidora, leader coach, inteligência emocional, liderança situacional, entre outros.

“Ah se o cara do Masterchef pode ser grosso em rede nacional, por que eu não posso esculhambar meu funcionário dentro da empresa? É um contexto muito menor”. Olha o tipo de pensamento que pode ser promovido!

Agora, por sua vez, adoro assistir o Masterchef Júnior onde os “jurados” incentivam a molecada, cobram sim, mas atuam mais como coaches da criançada do que carrascos!

Dica para as emissoras de TV: que tal um programa onde seja possível exercitar liderança servidora, leader coach, inteligência emocional, liderança situacional e contribuir com a formação ou lapidação de grandes líderes? ;-)

Abraços e até o próximo artigo!

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Vitor Massari

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Profissional com mais de 15 anos de experiência em projetos de software. Sócio-proprietário da Hiflex Consultoria, profissional PMP e agilista, acredita no equilíbrio entre as várias metodologias e frameworks voltados para gerenciamento de projetos.
Lema: "Agilista convicto sempre, agilista obcecado jamais"


7 Comentários

Severo Sales
1

Muito bem colocado Vitor.
Acredito que essa referência de “liderança” pode ser fatal se contaminar o ambiente corporativo. As pessoas costumam se empolgar muito com alguma novidade e quem não tiver cuidado acaba por ultrapassar os limites.

Diego Henrique
2

Duas alternativas bacanas (na minha opinião) é o programa “Start” que passa de segunda a sexta na Record News e o programa “O sócio” que passa as terças no History

Ronaldo
4

Concordo. Também não assisto. Sempre que vejo alguma chamada desses programas fico incomodado com a falta de educação generalizada. Infelizmente boa parte dos espectadores gosta de ver “baixaria” na TV.

Outra coisa que eu observo, que muitos “jurados” não estão com “aquela bola toda” para serem tão críticos (se estivessem, talvez estariam fazendo coisas mais produtivas …).

Juliano Pinto
5

“Dica para as emissoras de TV: que tal um programa onde seja possível exercitar liderança servidora, leader coach, inteligência emocional, liderança situacional e contribuir com a formação ou lapidação de grandes líderes?”

Sua sugestão é muito boa, mas é utópica. Não tem baixaria, Não tem desconforto, Não dá audiência e Não gera receita, infelizmente…

Carolina Souza
6

Parabéns por expressar tamanha verdade!

Compartilho de sua visão. Acho muito ruim essa forma de conduzir com rigor extremo, grosseria e frieza os candidatos. Um sinal de retrocesso e desincentivo da prática de Empatia e liderança.

Fico aqui na torcida por alguma emissora se inspirar na sua dica, teríamos muito mais valor e estímulo para assistir à TV :)

Abraços.

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