Como ser o gestor de TI que o mercado procura?

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Já fiz vários posts de liderança e gestão mas, ultimamente, tenho me deparado com vagas de gestão de TI muito específicas. Essas vagas continuam exigindo um perfil técnico muito forte, diferente de alguns anos atrás, quando o gestor era “apenas” um gestor funcional.

O que estão pedindo?

Um gestor deve, sempre, ter qualidades generalistas: gestão de pessoas, controle de orçamento, contratações, controle de horas, planejamento estratégico, etc.

Esse novo gestor, além dessas características, deve ter outras, complementares: conhecimento em linguagens de programação, levantamento de requisitos, testes automatizados, novas tecnologias, etc.

Novo mercado de trabalho…

O mercado de trabalho está mudando. Com os times ágeis entrando em ação, o gestor deve estar muito mais próximo de sua equipe. É uma mistura de funções: executivo, gestor funcional, gestor operacional, líder técnico e Scrum Master. Tudo junto!

O novo gestor é uma mistura de funções: executivo, gestor funcional, gestor operacional, líder técnico e Scrum Master. Tudo junto!

As empresas precisam cada vez mais de agilidade para resolver seus problemas e projetos e, com essas alterações, consegue estar mais perto de todos os colaboradores com apenas um ou dois níveis de gestão. Também estamos passando por um período de novos modelos de escritórios, onde todos trabalham em conjunto por um bem maior. Não tem mais aquela divisão entre os departamentos, entre os times de desenvolvimento e testes, entre os analistas e comercial. Estão todos no mesmo “bolo”. Porque o novo gestor não deveria estar?

Pontos positivos dessa mudança

Vendo esse novo mercado de trabalho, pesquise quantas dessas vagas buscam por esse perfil. São muitas, certo? Elas serão cadas vez mais comuns entre empresas que estão nascendo agora, as famosas Startups, e entre empresas que precisam e querem mudar para não morrerem ou serem engolidas. O conhecimento adquirido também é diferente. Continuaremos a aprender funcionalidades técnicas e específicas, e melhorando a sua capacidade de gestão. O crescimento será nas duas frentes. Claro que isso implica no crescimento gerencial, que não será tão exponencial quanto antes.

Outro ponto positivo é a capacidade de se reinventar como especialista ou consultor. Pode parecer um passo atrás, mas não é. Tem muita empresa interessada nesse perfil, principalmente as Startups. Não dá para ter uma empresa com 10 pessoas, sendo duas delas os sócios e mais três gestores. Os especialistas estão em alta nessas empresas. Por isso, pode valer a pena ficar de olho nessa possibilidade.

Existe a capacidade de se reinventar como especialista ou consultor. Pode parecer um passo atrás, mas não é. Tem muita empresa interessada nesse perfil, principalmente as Startups.

Pontos negativos

Como dito acima, se o seu foco é apenas gerencial, ir para esse novo modelo de gestão pode ser um problema. A experiência adquirida ficará dividida entre técnico e gerencial. Vai perder o crescimento mais rápido como gestor. Olhando para as grandes empresas, com uma hierarquia mais engessada, temos um perfil de gestor diferente do modelo apresentado acima. Claro que não são todas as empresas que estão nesse modelo mas, grandes empresas com um modelo ágil e/ou diferenciado são exceções, não regra.

Esse gestor, normalmente, vem da parte técnica e vai crescendo dentro da empresa. A parte técnica se perde com o tempo. Suas competências gerencias e de negócio ficarão mais evidentes. É um perfil mais generalista, conhecendo um pouco de tudo tecnicamente, mas muito de negócio e gestão.

Suas competências gerencias e de negócio ficarão mais evidentes. É um perfil mais generalista, conhecendo um pouco de tudo tecnicamente, mas muito de negócio e gestão.

E agora, o que fazer?

O perfil é diferente em cada tipo de empresa. Perfil especialista ou generalista? Cada caso é único. Cada empresa é única. Vale uma reflexão de como a sua empresa vê um gestor e como você quer ser visto como gestor – esse segundo ponto muito mais importante que o primeiro, com certeza.

Lembrando que desenvolver as suas qualidades técnicas ou gerenciais não tem nada a ver com aprender coisas novas. São coisas distintas. O foco em aprendizado contínuo deve sempre prevalecer.

Não podemos ficar estáticos em um mundo tão dinâmico!

E você, gestor, como você se vê?

E você, candidato a gestor, qual caminho quer seguir?

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Sou coordenador de uma equipe multifuncional na empresa 7COMm. Sempre preocupado em como melhorar o nível da gestão de pessoas e gestão técnica. Entendo que as pessoas são importantíssimas para esse processo e que um líder deve ser o exemplo da equipe. E para que isso continue a acontecer, nada melhor que um líder formar novos líderes!

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Leandro Liez

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A minha experiência como executivo de TI mostrou-me que o foco do desenvolvimento das equipes não está nas qualidades técnicas, e sim nas qualidades individuais de cada um.
Também sou apaixonado por novas tecnologias (como BlockChain, Machine Learning, IOT e Inteligência Artificial) e estou sempre pronto para aprender e ensinar coisas novas.
O relacionamento com o cliente sempre fez parte do meu dia a dia: monitorando, gerenciando e controlando o escopo do produto/projeto e agregando valor as soluções apresentadas.
Durante toda minha carreira, adquiri conhecimentos técnicos específicos, muito úteis para abordagens técnicas com a estrutura organizacional.


1 Comentários

Paulo Sérgio Damaceno
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Acredito que o problema que muitos gestores de TI, formados internamente e conduzidos pela necessidade da empresa, enfrentam hoje, ao se depararem a procura de uma vaga é exatamente essa mudança. Muitos anos atrás de uma mesa resolvendo problemas pontuais, gastando horas e horas a mais posterior a sua obrigação contratual e simplesmente esqueceram a parte principal: ATUALIZAÇÃO.

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