Aplicativos de mensagens e redes sociais: liberar o acesso na empresa?

O acesso às redes sociais e aplicativos de mensagens durante o trabalho é um dilema presente no cotidiano de muitos gestores e profissionais de TI nas empresas. Há quem diga que bloquear o acesso a estes sites diminuem o bem estar dos funcionários, e também, há quem acredite que liberar o acesso atrapalha a produtividade. 

A verdade é que é uma pergunta difícil de ser respondida com precisão, afinal, existem diversos perfis de colaboradores nas empresas e também, áreas onde qualquer distração pode causar grandes problemas para a companhia.

Ao longo deste artigo, você verá os benefícios do bloqueio e da liberação de sites como Facebook, Instagram, WhatsApp e Telegram, muito utilizado durante o horário de trabalho nas empresas, e também, uma forma eficiente de fazer a gestão dos acessos à internet no ambiente corporativo.

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Redes sociais e aplicativos de mensagens

O acesso às redes sociais é o fator que mais contribui para o desperdício de tempo no trabalho. No Brasil 96% dos usuários de internet utilizam diariamente aplicativos de mensagens e 97% usam as redes sociais diariamente, segundo o estudo We Are Social 2020.

Isso sem contar aplicativos de entretenimento, jogos, compras, músicas e namoro, que contabilizam porcentagens menores, mas tomam tempo e atenção dos usuários diariamente.

Outro dado alarmante, é que segundo a pesquisa, os usuários de internet passam em média 9h17min diariamente conectados em seus smartphones. Isso representa uma grande parte do dia dele, e com certeza, uma grande parcela do horário de trabalho.

Portanto, acreditar que a internet no ambiente corporativo traz apenas benefícios é um grande engano.

Liberar o acesso às redes sociais e aplicativos de mensagens?

É inevitável que alguns colaboradores irão fazer o acesso às redes sociais e aplicativos de mensagens durante o horário de trabalho. Portanto, cabe ao gestor decidir se será liberado o acesso a este tipo de conteúdo ou não. Porém, é importante conhecer a sua equipe e entender como esse uso pode influenciar na produtividade.

As empresas podem adotar políticas liberais ou mais conservadoras, mas devem sempre considerar a maturidade da equipe. Com uma equipe madura, produtiva e em compromisso com os resultados da empresa, é possível adotar uma postura mais flexível, liberando o acesso sem restrições totais ou por horários específicos.

Em um cenário contrário, a liberação de acesso à redes sociais e aplicativos de mensagens para equipes sem maturidade, fará com que percam ainda mais o foco nas atividades da empresa e comprometam os resultados.

Nesse sentido, podemos concluir que o gestor deve buscar soluções equilibradas e desenvolver métodos para motivar a equipe, implementando por exemplo, uma política de acesso à internet de acordo com o perfil da equipe, bloqueando o acessos específicos para evitar o desperdício de tempo e a baixa produtividade.

Bloquear o acesso à internet é importante?

Além de produtividade e foco da equipe, o acesso ilimitado das redes sociais e aplicativos de mensagens representam um risco de segurança digital, afinal, abrem espaço para a entrada de vírus, ransomware, phishing, entre outros problemas referentes à segurança na internet.

Em situações como essa, é importante implementar um sistema para gestão e controle dos acessos à internet, impedindo que o acesso a sites considerados nocivos (presentes em diversas redes sociais) possam ser acessados na rede da empresa.

Mas, bloquear tudo para todas as equipes pode ser um “tiro no pé”. É essencial que se faça uma análise das particularidades da sua equipe e defina grupos de acesso, implementando regras de acesso distintas para cada grupo, de acordo com o perfil dos colaboradores, atividades desempenhadas ou setores específicos.

O setor de vendas por exemplo, pode utilizar as redes sociais para prospecção de clientes. Já o setor de RH pode buscar informações sobre profissionais no Linkedin e Facebook.

Outro ponto importante, é levantar informações sobre o uso da internet observado relatórios do que está sendo acessado e otimizar a política de acesso à internet da empresa.

Perceba que liberação e bloqueio não necessariamente são políticas distintas e polarizadas. Um equilíbrio entre a possibilidade de acesso à redes sociais e aplicativos de mensagens e também, o bloqueio em alguns períodos, pode ser feito visando o bem estar da equipe e também a produtividade e resultados da empresa.

Como fazer o controle de acesso à internet da empresa?

Existem inúmeras ferramentas para o controle de acesso à internet para empresas, ofertadas no mercado hoje. Algumas mais robustas e complexas, exigindo mais conhecimento técnico, outras específicas para algumas funcionalidades com pagamento em moeda estrangeira e, também, algumas voltadas às pequenas e médias empresas, com interface amigável e intuitiva com pagamento em moeda local (R$).

Buscando facilitar o processo de gestão completa da internet das empresas, a empresa Lumiun, parceira do PTI, desenvolveu o Guia de Controle do Acesso à Internet para Empresas. O material reúne diversas informações e características sobre a tarefa, e também, um passo a passo para implementar uma política de acesso eficiente e condizente com as necessidades da companhia.

Se você está implementando regras de acesso na sua empresa, faça uma experiência: preste atenção no comportamento dos colaboradores na internet, compare resultados e veja como a gestão dos acessos à internet pode auxiliar no crescimento da empresa.

Até mais!

Kelvin Zimmer

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Colunista de cybersegurança, especialista em produtividade e Analista de Marketing na Lumiun Tecnologia.


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