Liderança em Tecnologia da Informação

Liderar nunca é fácil e, ao contrário do que muitos acreditam, é o tipo de qualidade que não costuma nos ser inata, que não surge em berço esplêndido. A maioria de nós dificilmente reúne todas as características tidas como primordiais para ser um verdadeiro líder e para aqueles que se desenvolvem na área de exatas por paixão e vocação essas aptidões humanas parecem ainda mais difíceis de serem conquistadas e abraçadas.

Essa realidade é cada vez mais sentida (e lamentada) dentro do mercado de tecnologia da informação. De acordo com uma pesquisa realizada pelo PMI (Project Management Institute), a metade das tentativas de implementação do gerenciamento de relação com consumidores falharam. As empresas que mais fracassaram nesse sentido foram justamente aquelas que priorizam os cálculos e os números no lugar das pessoas.

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É natural que nesse contexto questões surjam. A principal delas, sem sombra de dúvidas, é a questão sobre o porquê disso acontecer de forma tão recorrente, especialmente nas organizações que tem a tecnologia da informação como seu carro chefe. É óbvio que razões não faltam, mas de modo geral esse tipo de prejuízo trazido por um mal relacionamento com a clientela está relacionada a ausência de profissionais qualificados para o desempenho desse tipo de função dentro dessas iniciativas.

A liderança em Tecnologia da Informação e suas particularidades

O tema liderança é recorrente dentro das instituições e organizações, independentemente dos fins que as unifiquem como tal. Motivos não faltam para isso, claro: liderar é um baita desafio, mas acima de tudo é uma necessidade para que esse tipo de organismo vá em frente de maneira bem sucedida, já que depende integralmente desse trabalho para que uma equipe esteja motivada, produtiva, focada, empática e sobretudo harmonizada.

Para aqueles que tem que liderar, mas não estão preparados para a função, algumas obrigações e responsabilidades, que vão além das habilidades e competências pedidas nas carreiras tecnológicas, são de difícil cumprimento e realização, como expressar sentimentos, dar feedback e muitas vezes dizer não. Essas limitações, evidentemente, acabam intervindo no clima do ambiente laboral, trazem sensações ruins à tona e despertam grandes ondas de ansiedade, que costumam prejudicar a qualidade do trabalho e das relações entre líderes e liderados, além de abalar a confiança entre essas partes e estremecer o senso de hierarquia.

Hoje a tecnologia nos é primordial, bem como as inovações que tornam mais prática e mais agradável a nossa forma de viver, de maneira que as empresas que constituem esse mercado precisam não apenas inovar, mas também saber lidar com nós, consumidores, e com suas questões internas que viabilizam tanto sucesso (ou que se não tratadas as fazem desmoronar por completo).

Não é por acaso que dentro desse cenário ser um líder preparado para essa função é ainda mais primordial, mas é justamente nesse setor, que aqueles que precisam desempenhar esse papel, se mostram mais confusos na hora de avaliar suas equipes e analisar o comportamento de seus integrantes. O que ocorre é que de modo geral esses indivíduos estão muito mais preocupados com os resultados imediatos de suas organizações do que em entender como funciona e como se estabelece a dinâmica das relações, se o ambiente de trabalho está funcional, se os seus colegas estão felizes e assim vai, de modo que apesar de ser fundamental a necessidade de se exercer liderança é sempre deixada um pouco de lado nesses contextos.

Isso, claro, acaba acarretando uma série enorme de problemas e dificuldades para as instituições, porque são feitas escolhas equivocadas e decisões relacionadas a gestão da equipe normalmente não são muito inteligentes e eficientes, de modo que em algum momento, cedo ou tarde, é sentida uma queda e uma perda sensível e clara em algum setor que antes era só ganho, só conquista.

Aos poucos esse cenário foi se transformando para melhor, o que tornou um setor tão exato mais humano e, consequentemente, mais capaz de lidar com o que o consumidor esperava e com as próprias demandas internas de organizações que nunca param de crescer. Paulatinamente a necessidade de ter líderes em tecnologia da informação realmente competentes e capazes cresceu e, sendo assim, também elevou-se a busca por maneiras de se desenvolver essas habilidades de maneira definitiva e eficaz.

O que precisa um líder de Tecnologia da Informação?

Para os grandes especialistas da área de recursos humanos, aqueles que desejam liderar no mercado de tecnologia da informação precisam ter grande equilíbrio emocional, um ótimo senso de oportunidade para buscar brechas para encaminhar e influenciar pessoas e claro, se conhecer profundamente. É primordial também que esse indivíduo saiba como poucos mobilizar e utilizar os recursos financeiros, tecnológicos e humanos que tem em mãos, sabendo administrar adequadamente toda essa energia que orbita ao seu redor.

Não são poucos os que hoje estão liderando nesse setor e a maioria deles claramente nota na equipe que comanda uma melhora gradativa e aplaudível depois de aprenderem a elaborar mais competências que antes pareciam impossíveis de lidar, ou pelo menos muito difíceis de equilibrar e balancear.

Outros fatores importantes para os que sonham com este posto são exercitar e treinar bastante a autocrítica e aceitar a ajuda de terceiros quando você por você mesmo não está conseguindo ir muito além da sua própria zona de conforto para elaborar aquelas características que são tão importantes para a sua liderança.

Um profissional que é plenamente capaz de ajudar em um momento como esse é o coach, porque em um processo de coaching ele se utiliza de ferramentas que desenvolveu ao longo de muito estudo e experiência para te auxiliar a alcançar seus objetivos, desejos e sonhos mesmo que você esteja preso a mais profunda inércia.

Paz, Saúde e Sucesso

Luiz Dias

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Luiz Dias é Coach especialista na área de TI, empreendedor CEO da Allanis Networks, Coautor do Livro QUALIDADES DE UM GRANDE LÍDER, e vive sua paixão. Criou o Programa IT Leadership, onde capacita profissionais de TI a terem sucesso pessoal e profissional. É palestrante, especializado em liderança, mudança de comportamento e empreendedorismo e produtividade.


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